12 de dezembro de 2018

Bate Papo! Ivan Moré fala sobre projetos e curiosidades em sua carreira.

Fala rapaziada, tudo certo com vocês? O nosso quadro #EntrevistaDoMês, está de volta com tudo!! E o entrevistado dessa vez foi nada mais nada menos que o Ivan Moré, Apresentador do Globo Esporte da emissora Rede Globo de Televisão, tivemos um bate papo super bacana sobre projetos e curiosidades da carreira dele, vem conferir!!

Quero começar falando sobre sua palestra “ Desobediência Produtiva”, como surgiu a ideia de criar algo nesse conceito? E o que você vem tirando de bom disso tudo?
Sempre me perguntaram se eu tinha palestra no mercado, e eu respondia que não. E que só montaria uma se fosse relacionada a algo autêntico no meu jeito de levar a vida. Num bate papo com amigos, soltei o termo “desobediência produtiva”, e foi ai que me deu o clique. Essa é a minha maneira de levar a vida profissional. É pensar o processo de produção e de trabalho de uma maneira que foge do convencional. É quebrar protocolos, encontrar o meu melhor jeito de fazer o trabalho. Evitar fórmulas convencionais pre estabelecidas. Por meio da palestra tento estimular as pessoas a agir de uma forma disruptiva no dia a dia. Os resultados podem ser surpreendentes.
Na sua trajetória como repórter esportivo, qual a situação mais inusitada, digamos assim, você já passou?

Vive várias e que, inclusive, eu conto na palestra. Mas uma delas certamente foi fazer embaixadinha com o presidente da Bolívia na Copa América de 2011. Estava sem pauta, em um jogo chato. E tive de lançar mão da tal Desobediência Produtiva pra conseguir fugir do convencional. Foi arriscado, foi tenso, mas deu certo e foi um sucesso.
Sei que você já cobriu eventos mundiais como olimpíadas e copas do mundo, mas qual deles foi mais emocionante?
A Olimpíada do Rio em 2016 foi muito especial. Ver de pertinho a medalha de Rafaela Silva no Judô, Arthur Zanetti na Argolas, todos os recorde de Michael Phelps nas piscinas e o inédito ouro do Brasil no futebol com gol na final do Neymar na prorrogação foi marcante. Como participei da cobertura no estúdio que ficava no centro do parque olímpico, eu consegui me deslocar rapidamente para todos os locais de competição. Foi o incrível ver tudo de pertinho, a história acontecendo ali, bem na minha frente.
Depois dessa copa na Rússia, você acha que o futebol brasileiro está em um período de mudança ou dificuldade?
Creio que seja um período de retomada de confiança. Confiança das estrelas e do técnico.
Sua relação com esporte sempre foi próxima? Você prática algum hoje em dia? 
Sempre foi muito próxima. Pratico esporte desde pequeno. Já lutei karatê, joguei bola, basquete, vôlei... 
Hoje eu nado, jogo tênis, pedalo, futvôlei e corro. Não fico parado nunca. O esporte é onde extravaso toda minha energia em excesso e solto o estresse. 

Li que você mesmo escolhe seu figurino, moda e estilo são coisas que te interessam também? (Aliás você tem um ótimo gosto rsrs).
Sim, eu sempre tive uma certa facilidade pra me vestir. Sempre gostei de moda e hoje muitas marcas me procuram pra usar as roupas.
E como apresentador, quais as maiores dificuldades que você enfrentou?
Foi a minha estreia no programa Esporte Espetacular em Janeiro de 2013. Na madrugada anterior à minha estreia, aconteceu a terrível tragédia de Santa Maria, que vitimou mais de 250 jovens na boate kiss. Tudo aconteceu poucas horas antes do programa entrar no ar na manhã de domingo. Eu estava preparado pra fazer um programa de esportes, mas 10 minutos antes de entrar no ar ao vivo, eu soube que faria um programa inteiro apenas sobre a tragédia, com informações atualizadas em tempo real. Foi muito difícil, tenso e muito triste falar sobre um tragédia tão ruim logo na estreia. Batismo de fogo. 
Você por muitos anos sempre foi a pessoa que fazia perguntas aos outros, como é hoje está na situação reversa, ou seja, dando respostas em vez de fazer as perguntas?
Super tranquilo. Sei bem como é e tento caprichar. 
Fazer o Presidente da Bolívia, Evo Morales, a fazer embaixadinhas em frente às câmeras, jogar uma partida de tênis com Roger Federer e Rafael Nadal, qual situação foi mais difícil de fazer acontecer?
Jogar com Federer foi mais tenso. Porque ali, diante dele, eu tive vários papéis: o fã, o repórter, o jogador e o ser humano. Tive de me concentrar muito pra evitar o nervosismo de jogar contra ele e conduzir a reportagem evitando a ansiedade de ficar frente a frente com uma lenda do esporte. Foi desafiador, mas deu certo, Só não ganhei a partida! (rsrsrs)
2018 já está acabando, o que você tirou de bom desse ano? E o que espera para 2019?
Todo ano temos momentos bons e momentos nem tão bons assim. Em Agosto de 2018 eu perdi meu pai, que tinha só 66 anos. Foi e está sendo um período bem difícil. Mas ao mesmo tempo, o Globo Esporte e os desafios profissionais me trazem muito prazer e realização. Espero que 2019 seja um ano de entendimento as pessoas, e torço para que seja de construção de um país melhor. E espero aproveitar só bons momentos ao lado da minha família.

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